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IGP-M fecha o mês de Junho em queda


O IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), também conhecido como a inflação do aluguel, desacelerou e teve alta de 0,60% em Junho, segundo dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Esta foi a menor alta desde maio de 2020, quando o IGP-M teve variação de 0,28%.

Se compararmos a maio de 2021, quando o índice subiu 4,10%, a desaceleração fica mais evidente.  

Em 12 meses o índice acumula variação de 35,75%, segundo a FGV a baixa era prevista e aconteceu devido à combinação da valorização do real e o recuo dos preços dos commodities (minério de ferro, milho e soja), que são negociados em dólar.

Se o seu contrato sofre reajuste em julho, essa é uma boa notícia, já que a queda do IGP-M terá efeito nos contratos com vencimento neste mês.

Como funciona um reajuste de aluguel?

De acordo com a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), é permitido reajustar o valor do aluguel uma vez por ano, tanto para imóveis residenciais, quanto para comerciais.

Esta atualização do valor acontece como um meio de evitar a desvalorização do imóvel e para prevenir que o proprietário tenha prejuízo com ganhos defasados em relação ao mercado e inflação.

O reajuste de aluguel ocorre em todo aniversário do contrato de locação. Na prática de mercado, esta variação de preço é baseada no Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), que é divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que considera principalmente a variação acumulada dos últimos 12 meses.

 

 Entenda o índice

O IGP-M é o índice mais utilizado neste tipo de cálculo, ele é formado pelo IPA-M (Índice de Preços por Atacado - Mercado), IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor - Mercado) e INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção - Mercado), com pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente. A pesquisa de preços é feita entre o dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês atual.

Estes indicadores medem itens como bens de consumo e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção, entre outros). Entram os preços de legumes, frutas, bebidas, fumo, remédios, embalagens, aluguel, condomínio, transportes, educação, leitura, recreação, vestuário e despesas diversas, como: cartório, loteria, correio.

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