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Os condomínios após o isolamento: Saiba o que mudou

Parece que ultimamente tudo é sobre mudança, né?! Mudanças profissionais, pessoais, comportamentais… E não poderia ser diferente, já que enfrentamos uma pandemia. Essas alterações no cotidiano são fundamentais para preservar nossa saúde e de todos que convivem, ou não, com a gente.

Elas se espalham por todos os lugares e não poderiam ficar de fora dos condomínios residenciais, que são espaços compartilhados diariamente por diversas de pessoas, entre moradores, visitantes, colaboradores e prestadores de serviços. 

As novas regras são baseadas nas orientações de instituições renomadas de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e de entidades de saúde em esferas federais, estaduais e municipais. 

A realidade é que cada condomínio se adaptará à sua maneira, mas medidas como a aplicação de álcool em gel nas mãos, o uso de máscara nas áreas comuns, o respeito ao distanciamento social e a higienização dos ambientes e superfícies precisam ser seguidas à risca. 

Muitas cidades já estão na fase de reabertura gradual das atividades econômicas e com isso um novo desafio surgiu para os síndicos: alguns moradores solicitaram a reabertura dos espaços de lazer, atividade física e convivência. 

A solicitação é polêmica e a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), sugere que o retorno às atividades destes locais só deve acontecer se “seguir um tripé de segurança, formado por medidas de distanciamento social, uso de máscaras de proteção e higienização frequente”. Para as áreas cobertas, a associação recomenda mais cautela e sugere reabertura somente mediante reserva por apartamento, a fim de controlar o número de usuários.

Com esse desafio nas mão, os síndicos contam com a participação dos condôminos, em pesquisas e assembleias virtuais, para encontrar um consenso em relação à flexibilização do uso destes locais e à presença de visitantes nos apartamentos, já que aglomerações devem ser evitadas. Os aplicativos de mensagens instantâneas como WhatsApp e Telegram também têm destaque, são usados para agendamentos e sorteios, que definem os horários e dias que os moradores podem usar os ambientes. Assim, facilitam o rodízio e alguns avisos extraoficiais.

Outra novidade está relacionada às obras para reparos ou reformas. Para evitar a circulação de muitos prestadores de serviços, alguns condomínios optaram em liberar apenas obras essenciais, de bem comum.

Apesar de algumas regras valerem para todos os residenciais, é importante que cada condomínio se organize de acordo com o regimento interno, as orientações dos órgãos especializados e com o bom senso. Já que esta situação de mudança, e suas adaptações, exigem responsabilidades não apenas com os moradores, mas com quem se relaciona com eles do lado de fora, nas ruas.  



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