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INVESTIMENTOS EM IMÓVEIS, COMO FICAM?



Vamos supor que você estava pensando em investir em imóveis logo antes da pandemia. O que fazer agora? As pesquisas do Grupo Zap mostram que o consumidor estará mais retraído durante e depois da crise (curto prazo) por alguns motivos, como a dificuldade em agendamento de visitas aos imóveis. Falando especificamente em imóveis residenciais, muitos deles estão à venda no mercado, mesmo estando atualmente ocupados por locatários. O isolamento social dificulta a visita de corretores e interessados pois os moradores dos imóveis em questão têm o direito de não os receber para mostrar a casa ou apartamento e pelo fato de condomínios estarem bloqueando o acesso de visitantes aos prédios. Existe mais uma implicação: Se o imóvel for comercializado, quanto tempo o morador terá para sair? Na praxe de mercado, o locatário tem 30 dias para a desocupação (desde que esteja com contrato vencido). Porém, esta família também terá dificuldade em achar um novo lar para morar, se for o caso. Estamos falando de imóveis para investimento, neste caso o locatário não necessariamente precisa desocupá-lo, mas existe uma insegurança em relação aos novos valores que o comprador irá praticar após a posse dele, então a possibilidade de desocupação do imóvel precisa ser considerada.
Esta questão levantada irá retardar os processos de compra e venda. Porém, a pergunta é: investir em comercial ou residencial? Ora, se tratando de uma crise que envolve isolamento social e queda no consumo, os imóveis comerciais possuem um risco muito maior que os residenciais.
Entende-se que o novo consumidor do ano de 2020 tem um perfil moderno que engloba a não aquisição de propriedades, o fácil deslocamento e a qualidade de vida morando perto de onde trabalha. Todos estes aspectos traçam um perfil de consumidor que não quer se comprometer a longa data. Ele quer ter a possibilidade de morar no Brasil ou no exterior sem se preocupar com seus bens. Ele também não quer ter carro pois ele anda de patinete ou com carros de aplicativo, diminuindo seus gastos e posses. Desta forma, vemos o aluguel crescendo a cada dia. A demanda é muito alta, o que nos faz concluir que o investimento em imóveis residenciais atualmente é a melhor opção.
Não podemos deixar de lado o fato de que a renda e o poder aquisitivo da população em um patamar mundial sofrerão queda conforme falamos no nosso post da semana passada. Este fato pode implicar diretamente no valor dos aluguéis residenciais também, porém em um espectro muito menor.
Falando em cenário global, a moradia sempre será necessária, o que implica em um reflexo econômico da crise menor nos imóveis residenciais do que nos imóveis comerciais.


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